O olho não é o limite o olho persegue o limite o olho ajusta a visão a paisagem. é o olho perseguindo a visão o avião e o olho voa e voar é como navegar é preciso como viver também é.
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Mostrando postagens de maio, 2023
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A curva e o texto. o intelectual e o mendigo costumam quase sempre dizer as mesmas coisas em formatos diferentes a beleza está em ser ausente aos dois, surgir com esplendor a qualquer dos dois. O avesso o verso versa sob a lua quase cheia tanto com quanto o copo de vinho vazio pensa no vizinho e ele é outro. quando o avesso se der conta disso claro o óbvio trará mais vinho.
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Eu que à lua cheia pedi seu brilho e um pouco mais. Eu que pretendi entender tudo e não sei de absolutamente nada, nem de quando atravessas a rua e me sorri, como se eu estivesse aqui, este eu sonâmbulo envolto em tantos que de fato nunca foram. Eu improvisando aqui e ali o que nunca aprendi a fazer, a não ser pedir como peço ao sol que me esquente e mais tarde a chuva que me lave deste eu que nunca fui e insiste em manifestar-se ao tempo pedir-lhe a eternidade, nela encontrar o eu possível aquele que se ajeite entre um minuto e outro aos séculos que já passei e da imortalidade que sai para tornar-me só este que apaga a luz quando o dia finge amanhecer.
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POEMA N. 11 A gema e o poema Cruzam almas e céus Os homens em suas Babéis, Torres que desfazem e constroem Mundos. — Seminus- Desvendando a verdade Que é única Para tudo e para todos. Assim como o sol e a lua. A límpida água que Mata a sede e refresca o corpo. Não impedem que o Coração dos justos Sejam atravessados e gemam Enferrujados pelos Campos da vida afora.
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Graciosamente chegaste fria. Como sempre fizeste. Aos fracos, aos fortes, aos humilhados E aos vencedores. Tua graça fútil e banal Dá a todos a sua presença Majestosa. És implacável E assustadora, desde o início do Mundo. Sempre fizestes teu trabalho Quem sabe sem notares Que aqueles que acreditaram Souberam de ti, nunca a temeram. Sempre e a esses não assustas. Graciosa e eterna A cumprir a vida.
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Rita se foi na segunda-feira, a Rita Lee, Todos vão ao trem das sete, sempre há Vagas, uns especiais, outros nem tanto, Alguns que a gente nem sabe se foram, Mais a Rita foi e com ela um monte de Corações desesperados a espera desse Trem, que não deveria mais meter medo A ninguém; - C’ est ça la vie.
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POEMA N. 8 A vida faz-se. Todas elas, a cada dia. Nunca uma só enquanto vivemos. Saímos de tempos em tempos De casulos para a uma nova vida Desta mesma, de quando em quando Nascemos. Acreditar ou não, Não faz mal, a força para poder acreditar Existe. Forçar é diferente, qualquer coisa Forçada será de breve tempo Olhar até onde alcançam os nossos olhares. Mais e mais existe. Não nos convencemos com tão pouco Os casulos da vida, são muitos e infinitos.
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POEMA N.5 O caminho do homem só. De olhos tristes, As passadas são lentas Em seus pés alpargatas que soam A tocarem o chão. Uma alma um querer desarranjado Por seu caminho sem tamanho. Segue. Seguir é o significado De suas passadas. Só ao som que ouve do sol Ou da alma, seu coração turvo Não discerne o calor do frio. Turvos são também seus olhos fundos. E é de si que tira a trilha Do seu caminho, nada mais Agudo que a morte. Nada pode preencher seu vácuo de ser. Nada tem a fazer. Não existem medidas a serem contadas E seu caminho não tem destino. Não se espera que chegue a nenhum lugar As realizações deixaram de lado a sua vontade Agora era seguir e assim o faria
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POEMA N.6 Semear verbos Verbos úteis. Tudo é útil Semear Não sonegar O carinho Que pode salvar o outro. Ver o outro Os olhos do outro também o vê Os verbos em terceira pessoa E três plurais. Penas, pinceis Tintas, palavras de amor (aqui não se fala do verbo) Aqui fala-se do cara sentado Na escadaria de uma igreja Cenário de um filme e promessas Ainda feitas por pessoas à cata De uma imensidão de coisas E nessa imensidão está o vento Que atrapalha o cabelo da menina Do outro lado da rua e Sua sacola de lágrimas, Disfarçadas em tubos de ensaios
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POEMA N.7 Entre nada e nada está escrito o meu nome. Não espero faço. Sempre fui assim do mesmo jeito jeito de quem é por tudo “sempre” fui. Uma palavra acentuada em minha vida Agora acentuo mais o “sim” e o é que interessam bem mais. Se o tempo não é mais; e eu ainda sou a verdade(…) é que ele me permitiu a ser. Mesmo que depois (e depois não existe) possa confirmar isso que é o que aqui está.
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POEMA N.3 Comecei a pensar Em dizer as maldades das madrastas Dos padrastos e Dos abios colhedores Que trabalhavam Silenciosamente. Como fazem seus filhos E povoam o local a Cinquenta anos De pura rotina. Alguém chama de rotina O prazer? Embora por Todo o tempo os Galos usem os seus 2 segundos, E cada manhã cantem Cantem mais forte. E as ondas de um Mar cinzento venham A beira da praia. Mas nada confirma a Eternidade nem As ninhadas de ratos Que se reproduzem Mais que os humanos.
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Abril levou mais um pedaço de mim, arquiteto de coisa alguma, geografo do nada, médico sem clínica e porteiro sem porta. Chega maio, e menos enxergo, ler já começou a ficar difícil há alguns dezembros nus e calorentos. vou passando e a ideia é como um comboio de trem que parece não ter final, esperando a tempos para atravessar a linha. Mas, não se sabe quando passam todos os vagões, e a hora de atravessar os trilhos para onde? O caminho que parece uma escada em cada degrau que chego chega mais perto das estrelas que nunca alcanço e formam um brocado prateado na imensidão do azul escuro que cobre o mundo. Abril foi-se, resta maio que qualquer dia alcançará as estrelas neste azul escuro prateado delas, que brilham.