O olho não é o limite o olho persegue o limite o olho ajusta a visão a paisagem. é o olho perseguindo a visão o avião e o olho voa e voar é como navegar é preciso como viver também é.
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A curva e o texto. o intelectual e o mendigo costumam quase sempre dizer as mesmas coisas em formatos diferentes a beleza está em ser ausente aos dois, surgir com esplendor a qualquer dos dois. O avesso o verso versa sob a lua quase cheia tanto com quanto o copo de vinho vazio pensa no vizinho e ele é outro. quando o avesso se der conta disso claro o óbvio trará mais vinho.
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Eu que à lua cheia pedi seu brilho e um pouco mais. Eu que pretendi entender tudo e não sei de absolutamente nada, nem de quando atravessas a rua e me sorri, como se eu estivesse aqui, este eu sonâmbulo envolto em tantos que de fato nunca foram. Eu improvisando aqui e ali o que nunca aprendi a fazer, a não ser pedir como peço ao sol que me esquente e mais tarde a chuva que me lave deste eu que nunca fui e insiste em manifestar-se ao tempo pedir-lhe a eternidade, nela encontrar o eu possível aquele que se ajeite entre um minuto e outro aos séculos que já passei e da imortalidade que sai para tornar-me só este que apaga a luz quando o dia finge amanhecer.
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POEMA N. 11 A gema e o poema Cruzam almas e céus Os homens em suas Babéis, Torres que desfazem e constroem Mundos. — Seminus- Desvendando a verdade Que é única Para tudo e para todos. Assim como o sol e a lua. A límpida água que Mata a sede e refresca o corpo. Não impedem que o Coração dos justos Sejam atravessados e gemam Enferrujados pelos Campos da vida afora.
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Graciosamente chegaste fria. Como sempre fizeste. Aos fracos, aos fortes, aos humilhados E aos vencedores. Tua graça fútil e banal Dá a todos a sua presença Majestosa. És implacável E assustadora, desde o início do Mundo. Sempre fizestes teu trabalho Quem sabe sem notares Que aqueles que acreditaram Souberam de ti, nunca a temeram. Sempre e a esses não assustas. Graciosa e eterna A cumprir a vida.
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Rita se foi na segunda-feira, a Rita Lee, Todos vão ao trem das sete, sempre há Vagas, uns especiais, outros nem tanto, Alguns que a gente nem sabe se foram, Mais a Rita foi e com ela um monte de Corações desesperados a espera desse Trem, que não deveria mais meter medo A ninguém; - C’ est ça la vie.
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POEMA N. 8 A vida faz-se. Todas elas, a cada dia. Nunca uma só enquanto vivemos. Saímos de tempos em tempos De casulos para a uma nova vida Desta mesma, de quando em quando Nascemos. Acreditar ou não, Não faz mal, a força para poder acreditar Existe. Forçar é diferente, qualquer coisa Forçada será de breve tempo Olhar até onde alcançam os nossos olhares. Mais e mais existe. Não nos convencemos com tão pouco Os casulos da vida, são muitos e infinitos.