Eu que à lua cheia
pedi seu brilho e um
pouco mais. Eu
que pretendi entender tudo e
não sei de absolutamente
a rua e me sorri, como se eu
estivesse aqui, este eu sonâmbulo
envolto em tantos que de fato
nunca foram. Eu improvisando
aqui e ali o que nunca aprendi
a fazer, a não ser pedir
como peço ao sol
que me esquente e mais tarde
a chuva que me lave deste
eu que nunca fui e insiste
em manifestar-se ao tempo
pedir-lhe a eternidade, nela
encontrar o eu possível
aquele que se ajeite entre
um minuto e outro
aos séculos que já passei
e da imortalidade que sai
para tornar-me só este
que apaga a luz quando
o dia finge amanhecer.
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