trovejo em especial vejo o filme que criei de seus contornos contraluz velados não há vaidades só tormentos. como cachorro sarnento procura a sua ração que me custou a reforma pop em minha vida tudo poderia dar errado. um concilio um conselho de uma capa mortuária que sirva para enterrar o Poeta anterior. ao quebrar da noite um último gosto de sol vem ao paladar sorvo o sumo inteiro do dia, algo alerta! é só a porta aberta e a garrafa vazia.
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Mostrando postagens de abril, 2023
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O rubi brilhante dos teus olhos acendem a minha alma percorro na tua íris o mundo inteiro. Abro a porta do nada, e viajo seguro por todos os caminhos de todos os mundos, sou um só dentro da beleza inteira dos teus olhos de rubi. A porta que não abre é a porta por onde passa o canto que ouço no meu canto. Sorriso seleto do amor como viver. Viver é um ato nato do amor, das cores e de tudo que se faz belo a luz dos teus olhos, aos olhos a luz chega a cegar o amor que não pode sentir. Amor não é em vão. É um primeiro cuidado Com tudo desde a palavra Ao jogo de dados a amarelinha e a casca de banana da criança doce que ao olhar exprime sua condição, leve flutua como música aos ouvidos serenos dispostos a percebe-los.
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Não fui chamado para a poesia para rebuscar formas, compassos ou esquadros pré-formados de como fazê-las. Ela me chamou para o comum das coisas belas, como o olhar do menino traquino, o suave sorriso das moças encantadas por alguma coisa, para juntar a minha voz contra as inconsequências dos homens e pela liberdade, essa a maior de todas as chamadas.
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Que a brisa leve e ligeira alise meu corpo e refresque os sabores, criar em mim aquele que não sou eu, mas outro que mesmo que seja outro, que saiba amar, que seu castelo não seja de cartas vans mas de infinitos esplendores que universos venham nele tocar que nunca reste duvida de coisa alguma nessa brisa que desliso na madrugada amena preparando a chegada dele, o sol. Que colorirá os olhos de todos que o querem ver de verdade, a harmonia de raios brilhantes de todas as cores.
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Tenho aberto todas as portas que encontro depois delas, outras e mais outras portas. Até onde aguento não explodir encarcerado em mim mesmo, nunca, sempre fui assim, mesmo quando parecia livre com as pessoas em volta, ali estava um outro eu, sempre tive no coração da selva dos homens como a sua espécie pertencesse, não pertenço a nenhuma espécie catalogada, vivo o agora que é a mesma coisa que o futuro, vivo e crio esse futuro besta que acreditamos e só somos nós mesmos. Criamos o hoje o amanhã e o depois e ainda o que há de vir. Meus olhos nadam em águas próprias quando sentem a dor por perto, a dor do País do povo a quem pertenço, subo a rua tranquilo sabendo que quem pode ter o impossível, sou eu, em minhas poesias em suas vertebras, linhas que a nada obedecem é própria de se.
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Chegou setembro. Quantos anos espero setembro, como espero janeiros, nada acontece, algum aplauso de má vontade, por que haveria de ser boa? Para a poesia, a poesia não muda nada, muda, sim, traz prazer para quem a faz E mais ainda (pretensão) para quem as lê entre as entrelinhas deixa-se pulsar alguma transformação, isso faz bem em todos os setembros e janeiros que pudermos alcançar, ou o nada e sua intimidade -- O barco não chega ao horizonte por isso sempre longe vai minha saudade da curva do tempo, que dobrou no mar, velas que não se abriram e à deriva ficou o fogo da poesia que só queria estar lá no mar azul a rodear o horizonte sem fim dos tempos.