Abril levou mais um

pedaço de mim, arquiteto
de coisa alguma,
geografo do nada,
médico sem clínica e
porteiro sem porta.
Chega maio, e menos
enxergo, ler já começou
a ficar difícil há alguns
dezembros nus e calorentos.
vou passando e a ideia é como
um comboio de trem que parece
não ter final, esperando a tempos
para atravessar a linha.
Mas, não se sabe quando passam
todos os vagões, e a hora de
atravessar os trilhos
para onde? O caminho
que parece uma escada em
cada degrau que chego
chega mais perto das
estrelas que nunca alcanço
e formam um brocado
prateado na imensidão do
azul escuro que cobre o mundo.
Abril foi-se, resta maio que
qualquer dia alcançará as
estrelas neste azul escuro
prateado delas, que brilham.

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