Tenho aberto todas as portas que encontro
depois
delas, outras e mais outras portas.
Até onde
aguento não explodir encarcerado em mim
mesmo,
nunca, sempre fui assim, mesmo quando parecia
livre com
as pessoas em volta, ali estava um outro eu,
sempre tive
no coração da selva dos homens como a sua
espécie
pertencesse, não pertenço a nenhuma espécie
catalogada,
vivo o agora que é a mesma coisa que o futuro,
vivo e
crio esse futuro besta que acreditamos e só
somos nós
mesmos. Criamos o hoje o amanhã e o depois
e ainda o
que há de vir. Meus olhos nadam em águas
próprias
quando sentem a dor por perto, a dor do País
do povo a
quem pertenço, subo a rua tranquilo sabendo
que quem
pode ter o impossível, sou eu, em minhas poesias
em suas
vertebras, linhas que a nada obedecem é própria de se.
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